As máquinas estão se preparando para ficar a todo vapor. Apesar das fábricas terem sido fechadas no início de 2020 devido à pandemia, o mercado da Indústria de Máquinas voltou a produzir e, segundo a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), o setor projeta um faturamento de 40% acima de 2020.

De acordo com informações divulgadas pelo Grupo Alltech, com dados da Abimaq, o crescimento geral de 2021 pode chegar a 18% ou a 20% no setor de máquinas e equipamentos. Essa estimativa, puxada pela Indústria de Máquinas, teve como base a evolução dos setores de agronegócio e a retomada de áreas voltadas para o setor de bens duráveis e semiduráveis.

A expectativa do mercado de indústria de máquinas é que com a vacinação da população, o consumo que ainda está reprimido tende a “explodir” e gerar uma demanda para a indústria de máquinas.

No polo Industrial de Manaus, por exemplo, o desempenho já é melhor que antes da pandemia. No primeiro trimestre desse ano, o faturamento foi de R$35,66 bilhões, de acordo com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).

Indústria de Máquinas Agrícolas

A indústria brasileira de máquinas agrícolas cresceu 63% em março na comparação com o mesmo mês no ano passado, segundo a Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, e deve encerrar o ano de 2021 com um faturamento 20% maior que o de 2020.

“O mercado (de máquinas agrícolas) vai continuar aquecido enquanto os fundamentos durarem, que é o real desvalorizado frente ao dólar e commodities com preço alto, e deve continuar em 2022 a todo vapor”, disse Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial.

Ele ressaltou que “no primeiro trimestre, as entregas de maquinário foram 60% maiores que no mesmo período em 2020, mesmo com atrasos por conta, principalmente, de falta de peças”.

De janeiro a março, o segmento cresceu 72% em comparação com o mesmo intervalo no ano passado, com um faturamento médio mensal de R$ 2,4 bilhões.

Desafios

Mas, apesar da projeção de retomada sustentável, segundo o presidente da do conselho de administração da Abimaq, João Carlos Marchesan, o cenário para o ano que vem é “um pouco mais complexo”, com aumento de custos de produção e dos juros, além da falta de insumos nas fábricas e de linhas de financiamento para os agricultores.

O presidente da entidade avalia que a expansão prevista no ano “fica abaixo da alta de 49,8% registrada no acumulado até setembro ante igual período de 2020, para R$ 28,9 bilhões – sendo 86% do valor provenientes do mercado interno. A percepção sobre 2022 é mais cautelosa”.

Empregos na Indústria de Máquinas

Marchesan explica que mesmo assim, a rentabilidade da próxima safra de verão deverá permanecer “muito boa”. Segundo ele, “o crescimento das vendas da indústria, embora menor, será importante porque vai ocorrer sobre uma base elevada de comparação, refletida também na geração de empregos”.

O número de funcionários das fabricantes de máquinas passou, de acordo ainda com os dados da Abimaq, de 44,1 mil em dezembro de 2019 para 52,1 mil no fim de 2020, mesmo com o impacto da covid-19, e chegou a 59,1 mil em setembro deste ano.

Perspectivas

Uma das principais apostas para o setor industrial é tornar a Industria 4.0 uma realidade. Esse investimento na automação impacta na eficiência dos produtos produzidos e no tempo de produção dos produtos, que gera mais rentabilidade. A pandemia tornou esse processo ainda mais necessário.

O setor industrial representa 20,4% do PIB (Produto interno Bruto), configurando-se como um dos principais motores da economia brasileira.

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